Binho Galinha lança vaquinha virtual para campanha
O deputado estadual e candidato à reeleição Binho Galinha (Avante) lançou uma vaquinha virtual para financiar sua campanha eleitoral.
A iniciativa tem como objetivo arrecadar recursos para a tentativa de recondução do parlamentar à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
O cenário ocorre em meio à ausência de repasses expressivos do próprio partido para ajudar na corrida eleitoral.
Deputado recebeu R$ 150, segundo DivulgaCand
Conforme dados disponíveis na plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Binho Galinha recebeu R$ 150 até o momento.
A baixa arrecadação registrada no sistema eleitoral contrasta com a necessidade de financiamento para as despesas de campanha.
Diante disso, o parlamentar passou a apostar em doações por meio de plataforma de financiamento coletivo.
Vaquinha tinha R$ 15 arrecadados até a manhã desta sexta
Em consulta feita pelo portal A TARDE pouco depois das 9h da manhã desta sexta-feira (4), na plataforma “euapoio.vc”, a vaquinha virtual de Binho Galinha registrava R$ 15 arrecadados.
A doação havia sido feita no último dia 27 de agosto.
O valor reforça o início tímido da arrecadação online do candidato.
Binho Galinha é alvo da Operação El Patrón
Binho Galinha é alvo de investigação no âmbito da Operação El Patrón.
O caso envolve apurações que tiveram desdobramentos judiciais contra o parlamentar.
Mesmo diante das investigações e da situação jurídica, o deputado segue como candidato à reeleição pelo Avante.
Justiça concede habeas corpus ao deputado
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) concedeu habeas corpus a Binho Galinha e revogou uma das prisões preventivas decretadas contra o parlamentar.
A decisão trata exclusivamente da prisão determinada no âmbito da Operação El Patrón, em decisão proferida pela Vara Criminal de Feira de Santana.
A informação foi divulgada na última terça-feira (1º) pelo advogado do deputado, Gamil Föppel.
Defesa diz que prisão era ilegal
Segundo Gamil Föppel, o habeas corpus foi concedido por unanimidade.
Na avaliação da defesa, o decreto de prisão preventiva era “ilegal”, por ter sido decidido sem solicitação do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Os advogados afirmam que continuarão recorrendo às instâncias superiores e aos mecanismos correcionais cabíveis.
Deputado segue preso por segunda ordem de prisão
Apesar da decisão favorável no habeas corpus, Binho Galinha não será colocado em liberdade neste momento.
Segundo a defesa, ele permanece recolhido exclusivamente em razão de uma segunda ordem de prisão.
A legalidade dessa decisão está sob análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Advogados esperam nova revogação
Em nota, a defesa classificou como ilegais as decisões que resultaram nas prisões do deputado.
Os advogados também informaram que pretendem seguir adotando medidas jurídicas para tentar reverter a situação.
A defesa afirma esperar que a outra prisão também seja revogada.
Parlamentar foi condenado em julho
Em julho, Binho Galinha foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão.
A sentença foi proferida em julgamento da Vara Criminal de Feira de Santana.
A decisão considerou o parlamentar culpado por crimes relacionados à posse irregular e à adulteração de armas de fogo.
Campanha ocorre em meio a cenário jurídico delicado
A campanha de Binho Galinha ocorre em meio a um cenário jurídico delicado, marcado por investigações, decisões judiciais e baixa arrecadação partidária.
Com pouco repasse registrado e arrecadação virtual ainda tímida, o deputado tenta viabilizar sua candidatura à reeleição enquanto sua defesa busca reverter decisões nas instâncias superiores.