Sandro Filho é roubado e agredido durante protesto contra tarifa de ônibus
O vereador Sandro Filho (PP) foi roubado e agredido na tarde desta terça-feira (13) durante um protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo, realizado em frente à Prefeitura de Salvador. Segundo o parlamentar, a manifestação foi marcada por confusão, agressões verbais e desvio do objetivo central, que deveria ser a defesa dos interesses dos estudantes.
De acordo com Sandro Filho, militantes identificados como integrantes de movimentos de esquerda tomaram o microfone durante o ato, impediram sua fala e promoveram hostilidades. O vereador relatou ainda que teve um boné roubado em meio à confusão, além de sofrer agressões verbais, situação registrada em vídeos publicados em suas redes sociais.
Vereador critica politização do movimento estudantil
Na avaliação de Sandro Filho, o protesto acabou sendo instrumentalizado por militantes ligados a partidos como PSOL, PT e PCdoB, que teriam transformado a mobilização em um ato ideológico e partidário. Segundo ele, essa condução impediu o debate plural e afastou o foco de soluções concretas para o problema do transporte público.
Para o vereador, a forma como o ato foi conduzido acabou blindando o governador Jerônimo Rodrigues de críticas diretas sobre o papel do Estado no financiamento de políticas públicas voltadas à capital baiana.
Críticas ao endividamento do governo estadual
Antes de ter sua fala interrompida, Sandro Filho questionou a política de endividamento do governo da Bahia. Ele lembrou que o governador já contratou cerca de R$ 26 bilhões em empréstimos e defendeu que parte desses recursos poderia ser direcionada para Salvador.
Segundo o parlamentar, caso R$ 1 bilhão desse montante fosse investido na capital, seria possível viabilizar o passe livre estudantil, garantindo o acesso ao transporte público sem a necessidade de novos reajustes na tarifa.
“Estudantes usados como massa de manobra”, afirma vereador
Em declaração após o episódio, Sandro Filho criticou duramente o clima de intolerância registrado durante o protesto. Para ele, a retirada do microfone, as agressões e o furto do boné representam uma tentativa de silenciar vozes divergentes.
“O estudante está sendo usado como massa de manobra. Em vez de cobrar soluções reais do governo do Estado, preferiram transformar o protesto em um palanque ideológico”, afirmou o vereador.
Sandro Filho concluiu dizendo que seguirá cobrando prioridades para Salvador e questionando a destinação dos recursos públicos, apesar das tentativas de intimidação registradas durante a manifestação.
