quinta-feira, 9 abril 2026
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Relatório do Banco Master cita políticos baianos e detalha repasses milionários

Documentos enviados à CPI apontam pagamentos a empresas ligadas a políticos e ex-ministros, incluindo nomes da Bahia.

Relatório do Banco Master revela repasses a políticos e empresas ligadas a figuras públicas

Documentos encaminhados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado apontam repasses milionários realizados pelo Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro, a empresas e consultorias ligadas a políticos e ex-ministros.

As informações, divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, abrangem o período entre 2022 e 2025.

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Empresa ligada a ACM Neto aparece entre os valores

De acordo com o relatório, a A&M Consultoria, associada ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, recebeu R$ 5,45 milhões entre 2023 e 2024.

Em nota, a assessoria da empresa afirmou que “os serviços mencionados pelo jornal foram contratados de maneira lícita, transparente, e devidamente prestados” e destacou que não pode confirmar os valores “supostamente declarados à Receita Federal por não ter tido acesso a esses dados”.

A manifestação também ressalta que os contratos foram firmados em período no qual os sócios não ocupavam cargos públicos.

Pagamentos também envolvem Jaques Wagner

O relatório aponta ainda repasses à BN Financeira, empresa ligada a Bonnie Bonilha, nora do senador Jaques Wagner, no valor de R$ 12 milhões entre 2022 e 2025.

O senador também aparece na lista com um pagamento de R$ 289 mil como pessoa física.

Segundo Wagner, o valor corresponde a rendimento de aplicação financeira e ele afirma não ter recebido pagamentos do Banco Master. Já a BN Financeira declarou que prestou serviços mediante emissão de notas fiscais.

Outros nomes citados no relatório

Os documentos também mencionam pagamentos a outras figuras públicas e empresas relacionadas:

Valores apontados

  • Henrique Meirelles: R$ 18,5 milhões por consultorias
  • Guido Mantega: R$ 14 milhões por meio de empresa
  • Michel Temer: R$ 7,5 milhões declarados por escritório, com indicação de valores maiores pela Receita
  • Antônio Rueda: R$ 6,4 milhões por meio de escritórios ligados
  • Fábio Wajngarten: ao menos R$ 3,8 milhões em 2025
  • Ricardo Lewandowski: cerca de R$ 6,1 milhões por meio de banca associada à família

Todos citados afirmam regularidade nos serviços

Segundo o relatório, todos os envolvidos afirmaram que os valores recebidos correspondem a serviços prestados de forma regular e contratados dentro da legalidade.

Dados estão sob análise de autoridades

As informações seguem sendo analisadas no âmbito da CPI do Crime Organizado, que investiga possíveis irregularidades envolvendo instituições financeiras e relações com agentes públicos.

O caso continua em apuração pelas autoridades competentes.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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