Lideranças e parlamentares do PSOL reagem a ingresso de Moema Gramacho e Geraldo Simões
Reação interna expõe tensão no partido
A possível filiação da ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, e do ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, ao PSOL tem gerado forte reação entre lideranças, militantes e parlamentares da legenda na Bahia.
Para esses setores, a eventual entrada dos dois nomes pode representar risco à identidade política construída pelo partido ao longo dos anos.
Críticas se concentram no histórico político
Integrantes do PSOL argumentam que:
- Os ex-prefeitos possuem trajetórias marcadas por controvérsias
- Há denúncias e investigações associadas às gestões passadas
- A filiação poderia comprometer a imagem ética do partido
No caso de Moema Gramacho, são citadas críticas relacionadas à sua gestão, incluindo investigações da Polícia Federal sobre possível superfaturamento na compra de tablets.
Conflitos com comunidades e servidores também são citados
Outro ponto levantado por militantes envolve a relação da ex-prefeita com o Quilombo Kingoma.
Segundo lideranças locais, decisões da gestão teriam:
- Estimulado especulação imobiliária
- Impactado o território tradicional
- Gerado conflitos ambientais e sociais
Além disso, há relatos de tensão com servidores municipais, com denúncias de precarização e assédio moral.
Trajetória de Geraldo Simões também é questionada
No caso de Geraldo Simões, parlamentares do PSOL apontam:
- Investigações anteriores envolvendo emendas parlamentares
- Apoio político a candidaturas fora do campo ideológico do partido
- Falta de posicionamento crítico em temas recentes do cenário político baiano
Parlamentares defendem coerência ideológica
O vereador de Salvador, Hamilton Assis, afirmou que o partido não deve abrir mão de seus princípios:
“O PSOL não pode abrir mão de sua coerência para acomodar projetos pessoais.”
Já o deputado estadual Hilton Coelho classificou a movimentação como oportunista e questionou a ausência de ruptura pública dos ex-prefeitos com o PT.
Debate interno deve definir próximos passos
Lideranças defendem que qualquer decisão sobre filiação:
- Passe pelas instâncias partidárias
- Seja debatida com a militância
- Preserve os princípios históricos da legenda
A discussão evidencia um momento delicado para o partido, que busca equilibrar crescimento político com manutenção de sua identidade.
Disputa política influencia cenário
Nos bastidores, a avaliação é que a possível filiação pode estar ligada a estratégias eleitorais para 2026, o que aumenta a resistência interna.
Para setores do PSOL, o risco é transformar o partido em espaço de reposicionamento político, em vez de manter seu perfil combativo e independente.
O caso segue em debate dentro do partido e deve ter novos desdobramentos nas próximas semanas.
