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domingo, 21 julho 2024
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General Heleno sugeriu ação drástica para manter Bolsonaro no poder antes das eleições 2022

Revelações do STF expõem discussões sobre rompimento institucional e estratégias de inteligência para assegurar a permanência de Bolsonaro na presidência.

General Heleno e a polêmica proposta de rompimento institucional

Durante uma reunião de cúpula do governo de Jair Bolsonaro, o General Augusto Heleno, então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), apresentou argumentos a favor de rompimentos institucionais e uma “virada de mesa” antes das eleições de 2022. Esse encontro, documentado em vídeo divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no contexto da Operação Tempus Veritatis, lança luz sobre discussões internas que sugeriam medidas extremas para garantir a continuidade de Bolsonaro no poder.

Preocupações com a segurança da informação

Em um momento marcante da reunião, General Heleno expressou preocupações com o risco de vazamentos relacionados à atuação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A conversa revelou a intenção de monitorar as atividades de ambos os lados do espectro político durante o ano eleitoral, o que levou a uma interrupção abrupta por Bolsonaro, enfatizando a necessidade de discutir tais assuntos em particular.

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Estratégias antes das eleições

Retomando sua fala, Heleno enfatizou a ausência de um “VAR” nas eleições, metaforicamente referindo-se a uma revisão de jogadas no futebol, indicando que ações decisivas deveriam ser tomadas antes das eleições para evitar desfechos indesejáveis. Ele sugeriu que, após as eleições, seria difícil alterar qualquer perspectiva, mencionando uma conversa de Edson Fachin, ministro do STF, com embaixadores que poderia solidificar o reconhecimento do novo governo.

“Se tiver de dar soco na mesa é antes das eleições; se tiver de virar a mesa é antes das eleições. Depois das eleições será muito difícil que tenhamos alguma nova perspectiva. Até porque eles vão fazer tão bem feito, que essa conversa do Fachin [ministro Edson Fachin, do STF] com os embaixadores, vai eliminar a possibilidade do VAR acontecer. No dia seguinte todo mundo reconhece [o novo governo], e fim de papo”, acrescentou.

A proposta de Heleno para a manutenção do poder

Na sequência, o general propôs diretamente a Bolsonaro a promoção de um rompimento institucional como meio de se manter no poder, enfatizando a necessidade de “agir contra determinadas instituições e pessoas” antes que se tornasse tarde demais para discutir.

Fonte: Agência Brasil

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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