CPI do Crime Organizado vota convocação de ACM Neto após pedido de senador do PT
Reunião pode definir convocação e quebra de sigilos
A CPI do Crime Organizado deve votar nesta quarta-feira (18), às 9h, um pacote com 37 requerimentos, incluindo a convocação do ex-prefeito de Salvador ACM Neto.
O pedido foi apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que solicita esclarecimentos sobre possíveis irregularidades envolvendo o político baiano.
Suspeitas envolvem consultoria e repasses milionários
Na justificativa, o parlamentar aponta a necessidade de investigar se houve tráfico de influência, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades na relação entre ACM Neto e o Banco Master.
Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a empresa A&M Consultoria Empresarial, ligada ao ex-prefeito, recebeu cerca de R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag entre 2023 e 2024.
Banco citado é alvo de investigação da PF
O senador também menciona que o Banco Master é investigado pela Polícia Federal do Brasil na Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraude no sistema financeiro com conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Para Humberto Costa, esses elementos justificam a convocação de ACM Neto para prestar esclarecimentos à comissão.
Pedido inclui quebra de sigilos da empresa
Outro requerimento apresentado pelo senador prevê a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da A&M Consultoria Empresarial.
O objetivo é rastrear o fluxo de recursos, identificar a origem e o destino dos valores recebidos e verificar se os serviços prestados são compatíveis com os pagamentos.
Comissão precisa de maioria para aprovação
A CPI é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e tem como relator Alessandro Vieira (MDB-SE).
A comissão conta com 11 membros, sendo necessários ao menos seis votos para aprovação dos requerimentos.
ACM Neto fala em vazamento e motivação política
Em resposta, ACM Neto afirmou que irá acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar o que classificou como vazamento criminoso de dados sigilosos.
O ex-prefeito também se colocou à disposição das autoridades e sugeriu possível motivação política na divulgação das informações.
“Estamos dando entrada no STF e na PGR para apurar esse vazamento. Também me coloco à disposição para qualquer esclarecimento”, declarou.
