Binho Galinha banca praticamente sozinho a própria campanha
O deputado estadual Binho Galinha, que teve o registro de candidatura à reeleição indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) no dia 14 de setembro, tem bancado praticamente sozinho a própria campanha eleitoral.
De acordo com o sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o caixa eleitoral do parlamentar registra o total de R$ 125.150,00.
A maior parte desse valor saiu do próprio bolso do candidato, registrado oficialmente como Kleber Cristian Escolano de Almeida.
Candidato fez aportes após decisão da Justiça Eleitoral
Do total arrecadado pela campanha, R$ 125 mil correspondem a recursos próprios de Binho Galinha.
As transferências foram feitas por meio de PIX em quatro aportes realizados dias após o registro da candidatura ser barrado pela Justiça Eleitoral.
Os repasses aparecem no histórico de movimentações registrado no sistema DivulgaCand, do TSE.

Única doação externa foi de R$ 150
Enquanto os maiores aportes ocorreram no fim de setembro, o restante do caixa eleitoral veio de uma única doação de terceiros.
A contribuição externa foi de R$ 150.
O valor foi doado por um apoiador identificado no sistema do TSE como Bruno Dias Matos.
Doação de apoiador ocorreu antes dos recursos próprios
A única contribuição externa registrada na campanha ocorreu no dia 21 de agosto de 2026.
A data foi quase um mês antes das doações feitas pelo próprio candidato.
Naquele momento, a campanha eleitoral havia acabado de começar oficialmente.
Candidato já havia sido condenado em julho
Quando recebeu a doação de R$ 150, Binho Galinha já carregava o peso de uma condenação recente.
Em julho, o deputado estadual havia sido condenado a mais de 36 anos de prisão.
Semanas depois, a campanha sofreu novo revés com a decisão unânime do TRE-BA que indeferiu o registro de candidatura.
Binho Galinha está preso preventivamente
Binho Galinha se encontra preso preventivamente desde outubro de 2025.
Ele é acusado de liderar uma organização criminosa com envolvimento em lavagem de dinheiro, jogo do bicho e agiotagem.
O caso é investigado no âmbito da Operação El Patrón.
Campanha pode continuar enquanto recursos são analisados
Apesar de estar com o registro indeferido, a legislação eleitoral permite que Binho Galinha continue realizando atos de campanha.
O candidato também pode seguir arrecadando e movimentando os recursos financeiros disponíveis.
Essa possibilidade permanece enquanto a defesa aguarda o julgamento dos recursos nas instâncias superiores.
Caso segue em disputa jurídica
A situação eleitoral de Binho Galinha ainda depende da análise dos recursos apresentados pela defesa.
Até uma decisão definitiva, a campanha pode continuar ativa, mesmo com o registro barrado pelo TRE-BA.
O caso segue acompanhado pela Justiça Eleitoral e pode ter novos desdobramentos nas próximas etapas do processo.