Uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas no extremo sul da Bahia se tornou alvo da Polícia Federal nesta terça-feira (27). As investigações apontam indícios de que agentes públicos teriam sido cooptados para repassar informações sigilosas sobre investigações e ações policiais ao grupo criminoso.
Segundo a PF, a organização atua de forma estruturada, com divisão clara de tarefas, abrangendo a coordenação do tráfico, movimentação de recursos financeiros, logística operacional e o uso de estratégias para dificultar a identificação dos integrantes. Entre os métodos utilizados estão comunicações clandestinas e o uso de terceiros para ocultar a atuação dos líderes.
Operação Apito Final
A ofensiva ocorre no âmbito da Operação Apito Final, deflagrada em ação conjunta com o Ministério Público da Bahia, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia e a Polícia Militar da Bahia.
Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Seguro, Eunápolis e Ubaitaba.

| Foto: Polícia Federal
Cooptação de agentes públicos
As apurações identificaram indícios de cooptação de servidores públicos, com possível fornecimento de informações privilegiadas e interferências indevidas em estruturas institucionais, com o objetivo de favorecer diretamente a atuação do grupo criminoso.
As medidas cautelares buscam a apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos de prova, considerados essenciais para o aprofundamento das investigações, a completa elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, sempre com observância ao devido processo legal.
A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e que novas diligências poderão ser realizadas conforme o avanço dos trabalhos.
