terça-feira, 6 outubro 2026

Ex-prefeito de Nordestina é suspeito de compra de votos com maços de dinheiro

Vídeo gravado por moradores mostra ex-gestor com material de campanha e dinheiro em espécie durante o período eleitoral.

Denúncia de suposta compra de votos repercute em Nordestina

Uma denúncia de suposta compra de votos movimentou o cenário político de Nordestina, na região sisaleira da Bahia.

As acusações envolvem o grupo político da atual prefeita, Eliete de Andrade Araújo (PSD).

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O caso ganhou repercussão após a circulação de vídeos gravados por moradores no distrito do Mari.

Ex-prefeito aparece em vídeo com material de campanha

Nas imagens divulgadas por populares, o ex-prefeito Wilson Araújo Matos, conhecido como “Ito”, aparece entrando em residências.

Ele é marido da prefeita e figura de influência na gestão municipal.

Segundo as denúncias, ele estaria acompanhado de um secretário da administração local.

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Imagens mostram maços de dinheiro em espécie

Em trechos registrados em vídeo, a dupla aparece com santinhos de campanha e maços de dinheiro em espécie.

De acordo com as denúncias, o material estaria sendo usado para suposto aliciamento direto de eleitores.

As imagens passaram a circular entre moradores e nas redes sociais.

Moradores relatam prática antiga no município

Moradores da localidade afirmam que práticas de assédio eleitoral e captação ilícita de sufrágio seriam problemas antigos na política de Nordestina.

Com o vazamento dos vídeos, a situação ganhou forte repercussão na comunidade.

O episódio também motivou cobranças por medidas imediatas das autoridades competentes.

Oposição cobra apuração dos órgãos eleitorais

Diante da gravidade dos registros, eleitores e lideranças políticas da oposição passaram a exigir atuação dos órgãos de fiscalização e controle.

A cobrança é para que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério Público Eleitoral (MPE) apurem os fatos.

A expectativa é que os vídeos e relatos sejam analisados oficialmente.

Possível crime eleitoral pode gerar punições

Caso a prática seja comprovada, os envolvidos podem responder por captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico.

Essas condutas são previstas na Lei nº 9.504/1997 e no Código Eleitoral.

As sanções podem incluir multa, cassação do registro ou diploma e inelegibilidade dos responsáveis.

Caso reforça papel da fiscalização cidadã

O episódio em Nordestina também evidencia o impacto das tecnologias móveis no processo eleitoral.

Com o amplo acesso a celulares, moradores conseguem registrar possíveis irregularidades e dar visibilidade a denúncias.

Esse tipo de documentação pode auxiliar órgãos de controle na apuração de crimes eleitorais.

Denúncias podem ser feitas por canais oficiais

A Justiça Eleitoral orienta que denúncias de captação ilícita de sufrágio, caixa dois e outros crimes eleitorais sejam formalizadas por canais oficiais.

Entre as ferramentas disponíveis está o aplicativo Pardal, desenvolvido pelo TSE.

As denúncias também podem ser apresentadas diretamente às promotorias eleitorais da comarca.

Apuração deve definir responsabilidade dos envolvidos

A denúncia ainda precisa ser analisada pelas autoridades competentes.

A partir dos vídeos, relatos e eventuais documentos, os órgãos eleitorais poderão verificar se houve irregularidade.

Somente após a apuração será possível definir responsabilidades e eventuais medidas legais contra os envolvidos.

Por: Rodrigo Tardio
www.atarde.com.br

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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