Sidninho (PP) é 1º suplente e acompanha denúncia contra Raimundo Costa (Podemos)
O vereador Sidney Campos, conhecido como Sidninho (PP) e atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Salvador, pode deixar o legislativo soteropolitano para assumir uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília.
A possibilidade surge após denúncias envolvendo o deputado federal Raimundo Costa (Podemos). Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que o parlamentar teria direcionado emendas para a Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado da Bahia (Fepesba), entidade da qual ele próprio é presidente, além de ter beneficiado a empresa da esposa de seu ex-chefe de gabinete.
Sidninho foi eleito 1º suplente da chapa e está apto a assumir o mandato caso haja afastamento temporário ou definitivo, licença, cassação, renúncia ou morte do titular.
Reação de Sidninho
Em entrevista, o vereador disse ter recebido o parecer da CGU “com surpresa”, mas considerou legítima a apuração.
“Boa parte das emendas empregadas por este parlamentar foram de uso indevido, e nada mais justo que a Justiça. Tudo deve ser feito dentro das quatro linhas”, afirmou.
Durante a sessão desta terça-feira (25), Sidninho declarou que aguarda “tranquilamente” os desdobramentos. Ele lembrou ainda que, em 2024, trocou o Podemos pelo PP visando uma futura candidatura a deputado federal em 2026.
“Se porventura surgir essa possibilidade, Brasília terá meus braços para atingir esse objetivo”, completou.
O que aponta a CGU
Um documento elaborado pela Controladoria — e que será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) — indica risco de conflito de interesses devido à proximidade entre Raimundo Costa, dirigentes da Fepesba e responsáveis pela empresa beneficiada.
Entre 2022 e 2025, o deputado direcionou R$ 17,2 milhões em emendas parlamentares para a entidade que presidiu.
