Governador lamenta morte de Osniésio Salomão, anuncia reforço na segurança e pede que o caso não seja usado politicamente.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, lamentou nesta sexta-feira (16) a morte do capitão da Polícia Militar da Bahia Osniésio Salomão, vítima de um assalto após troca de tiros em Salvador. A declaração foi feita durante a cerimônia de entrega de 70 veículos a municípios baianos pelo programa Estrutura de Mobilidade no Sistema Único de Assistência Social (MobSUAS Bahia).
Ao se pronunciar, o governador prestou solidariedade à família do oficial e à corporação e afirmou que o Estado não aceitará perdas em confrontos com a criminalidade.
“Primeiro registrar os meus sentimentos aos familiares. Ontem, quando a gente estava acompanhando o voto do Bonfim, eu já tive a notícia. Os sentimentos aos familiares, mas também à tropa. Nós não vamos permitir de forma nenhuma que, em confronto, os nossos caiam. Se tiver de cair, caiam os bandidos, e nós haveremos de ser firmes com isso”, declarou.
Jerônimo também pediu cautela para que o episódio não seja explorado em disputas políticas. “Nós não podemos utilizar o fato como eixo para qualquer debate ou manifestação partidária ou política. Estamos tratando de um tema importante, que requer tranquilidade. O policial que veio a falecer não estava trabalhando, não estava em ação, mas era um cidadão e um policial, e isso exige um esforço maior do Estado”, afirmou.
Reforço na segurança e investigação ampliada
O governador anunciou novos investimentos na área de segurança pública, incluindo aquisição de armamentos, viaturas blindadas, equipamentos de proteção individual e a realização de concursos para ampliar o efetivo policial. Ele também determinou que as investigações avancem além dos executores do crime, alcançando possíveis mandantes.
“Vou continuar fortalecendo os investimentos para a Segurança Pública, seja na compra de armas, viaturas blindadas, coletes, seja com concurso para que mais policiais ingressem. A determinação foi buscar os responsáveis diretos pelo ato e também quem está por trás. Se houver crime organizado envolvido, nós haveremos de encontrar”, concluiu.
