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sábado, 20 julho 2024
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Terreiro Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê tombado como patrimônio cultural pelo Iphan

Este reconhecimento pelo Iphan não apenas preserva a memória e a cultura do povo iorubá no Brasil, mas também reafirma a importância do respeito e da valorização de todas as tradições religiosas e culturais. Convidamos a todos para conhecer e apreciar o patrimônio cultural que o terreiro Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê representa.

Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê: Um marco de patrimônio cultural no recôncavo baiano

O terreiro Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê, com quase um século de existência na cidade de Cachoeira, no recôncavo da Bahia, foi oficialmente reconhecido como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nesta quinta-feira (29). Este reconhecimento vem coroar o valor histórico, cultural e ambiental do espaço, que já era considerado Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2014.

Um patrimônio de valor inestimável

O terreiro, que carrega uma rica história de resistência e preservação da cultura africana, é liderado atualmente por Pai Duda de Candola. Situado na localidade da Terra Vermelha, o Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê é um importante ícone de resistência à intolerância religiosa, simbolizando a força e a persistência das tradições de matriz africana em território brasileiro.

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A relação sagrada com a natureza

O complexo do terreiro, que inclui paisagens naturais, áreas de plantio, fontes e nascentes, além de edificações tradicionais, constitui um espaço sagrado para os praticantes da religião de matriz africana. As quatro fontes de água presentes no local, nomeadas Olunda, Iyemonjá, Oxum, e Oyá/Oxumare, refletem a profunda conexão espiritual e cultural dos seguidores com o território e seus elementos naturais.

Um reconhecimento histórico

A decisão do Iphan de incluir o Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê no Livro do Tombo Histórico, Etnográfico e Paisagístico foi recebida como um ato de justiça histórica, celebrando as religiões de matriz africana e sua contribuição inestimável à cultura brasileira. O tombamento é visto como uma vitória contra o preconceito, o racismo e o etnocentrismo, fortalecendo o compromisso do Brasil com a diversidade e a preservação cultural.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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