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quinta-feira, 25 julho 2024
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Península de Itapagipe: Das indústrias à favela

Península de Itapagipe: Um mergulho nas raízes industriais e na maior favela da América Latina.

Península de Itapagipe: Um mosaico de História e Cultura

A Península de Itapagipe, parte integrante da Cidade Baixa de Salvador, revela uma tapeçaria rica em história, cultura e transformação social. Conhecida por abraçar o Bonfim, Ribeira, Monte Serrat, entre outras localidades, esta região exemplifica a diversidade e as complexidades sociais do Brasil.

Origens industriais

Historicamente, a Península de Itapagipe se destacou no cenário baiano ao inaugurar a primeira zona industrial do estado no século XIX, liderada pelo visionário empresário Luiz Tarquínio. A iniciativa de Tarquínio de criar a Vila Operária não apenas propulsou o desenvolvimento econômico local mas também estabeleceu um modelo de apoio à classe trabalhadora que era avançado para a sua época.

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A presença da Companhia Empório Industrial do Norte (CEIN), uma das principais indústrias da Bahia, marcou um período de prosperidade e avanço para a Cidade Baixa, como destacado pela museóloga e guia de turismo Bartolomira Daltro (Bartô). A Vila Operária, até hoje de pé, serve como um testemunho vivo do legado de Tarquínio.

A Favela de Alagados

Em contraste com seu desenvolvimento industrial, a região também vivenciou períodos de abandono e descaso. A comunidade de Alagados, uma vez reconhecida como a maior favela da América Latina, é um exemplo marcante da luta contra a pobreza e a marginalização. Os moradores enfrentaram desafios diários em palafitas erguidas sobre áreas alagadiças, criando um senso de coletividade e resiliência admiráveis.

Moradores como Ubirajara Azevedo e Edezuita dos Reis compartilham lembranças da solidariedade e do espírito comunitário que prevaleciam, mesmo nas condições mais adversas. Essas histórias de vida reiteram a capacidade humana de encontrar esperança e força na união.

Península de Itapagipe
Casas em Alagados eram erguidas em cima da maré | Foto: Divulgação | Heder Novaes

A Dimensão religiosa

Além de seu passado industrial e social, a Península de Itapagipe é também um centro vibrante de tradições religiosas. A região é palco de manifestações religiosas que entrelaçam o sagrado e o profano, refletindo a rica tapeçaria cultural da Bahia. Festividades como a Lavagem do Bonfim e as procissões de Bom Jesus dos Navegantes e Nossa Senhora da Boa Viagem ilustram a profunda conexão entre fé, cultura e comunidade.

Essas celebrações não só reforçam os laços comunitários mas também atraem visitantes de todo o mundo, fortalecendo o turismo religioso e cultural na área.

Península de Itapagipe
Entre as principais celebrações da região, destacam-se a Lavagem do Bonfim | Foto: Milla Souza | Ag. A TARDE

A Península de Itapagipe, com sua história de transformações, lutas e celebrações, continua a ser um símbolo da rica diversidade e resiliência do povo baiano.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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