PF faz operação contra vazamento de dados de ministros do STF e familiares
Nova fase da operação
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) uma nova fase da Operação Exfil, que investiga o vazamento de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares.
Mandados cumpridos em dois estados
Nesta etapa da operação, foram cumpridos:
- 1 mandado de prisão preventiva
- 6 mandados de busca e apreensão
As ações ocorreram nos estados de:
- Rio de Janeiro
- São Paulo
As ordens judiciais foram expedidas pelo próprio STF.
Investigação envolve dados da Receita Federal
O caso apura possíveis acessos irregulares a informações sigilosas da Receita Federal do Brasil.
Segundo as investigações iniciais, foi identificado um conjunto de acessos a dados fiscais sem justificativa funcional, o que levanta suspeitas de uso indevido de informações protegidas por sigilo.
Operação teve fases anteriores
Em fevereiro, a PF já havia cumprido mandados em três estados:
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Bahia
Na ocasião, os alvos incluíam servidores ligados ao sistema de dados do governo, como profissionais vinculados ao Serpro.
Participação de intermediários
As investigações também apontam a atuação de intermediários no esquema.
Um contador foi preso no Rio de Janeiro sob suspeita de facilitar o acesso às informações sigilosas. Segundo a PF, ele teria feito a ponte entre:
- Uma pessoa interessada nos dados
- Outra que afirmava ter acesso às informações
Os nomes citados seguem sob sigilo.
Determinação partiu do STF
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, a partir de representação da Procuradoria-Geral da República.
O inquérito busca identificar:
- Responsáveis pelos acessos ilegais
- Possíveis beneficiários das informações
- Extensão do vazamento de dados
Investigações continuam
A Polícia Federal segue analisando materiais apreendidos e aprofundando as apurações.
O caso é considerado sensível por envolver dados fiscais de autoridades e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.
Os investigados têm direito à ampla defesa, e o caso permanece sob sigilo judicial.
