Justiça do Rio demora 20 dias para decretar prisão de suspeitos de estupro coletivo em Copacabana; dois seguem foragidos
A Polícia Civil do Rio de Janeiro aguardou cerca de 20 dias para obter a decretação da prisão preventiva de quatro homens suspeitos de participação em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul da capital.
Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), o pedido de prisão e os mandados de busca e apreensão foram protocolados ainda durante o plantão judiciário. No entanto, não foram considerados urgentes naquele momento.
Tramitação do processo
O caso passou por duas varas antes de ser analisado: inicialmente foi distribuído para a Vara de Violência Doméstica e, depois, encaminhado para a vara especializada em crimes contra crianças e adolescentes.
O decreto de prisão foi assinado apenas na última sexta-feira (27). Quando os mandados foram expedidos, os suspeitos já não estavam nos endereços informados.
Suspeitos foragidos
A polícia tentou cumprir as ordens no sábado (28), mas os investigados não foram localizados. Dois deles se apresentaram à polícia nesta terça-feira (3). Outros dois continuam foragidos.
Além dos quatro adultos, um adolescente também é investigado e está sendo acompanhado pela Vara da Infância e da Juventude.
Investigações em andamento
A apuração agora se concentra na análise dos celulares apreendidos, considerados peças-chave para o inquérito. A polícia busca recuperar mensagens trocadas entre os envolvidos antes e depois do crime.
De acordo com as investigações, a adolescente foi ao apartamento sem saber que outras pessoas estariam presentes. O delegado classificou o episódio como uma emboscada e afirmou que a vítima deixou claro que não consentiria qualquer contato com os demais envolvidos.
O caso segue sob investigação.
