quinta-feira, 29 janeiro 2026
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Haddad alerta para possível maior fraude bancária da história do Brasil no caso Banco Master

Ministro da Fazenda afirma que esquema pode envolver mais de R$ 20 bilhões e reforça necessidade de cautela, transparência e defesa do interesse público.

Haddad afirma que caso Banco Master pode ser a maior fraude bancária da história

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (13) que o Brasil pode estar diante da maior fraude bancária de sua história, ao comentar o caso envolvendo o Banco Master. A declaração foi dada em conversa com jornalistas na porta do Ministério da Fazenda, em Brasília.

“O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país e temos que tomar todas as cautelas devidas”, afirmou Haddad.

O ministro ressaltou que é necessário garantir o direito de defesa dos envolvidos, mas sem perder de vista a proteção do interesse público.

“Garantindo espaço para a defesa se explicar, mas sendo firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público”, completou.

Haddad defende atuação do Banco Central

Questionado sobre a inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) no Banco Central, Haddad afirmou que a transparência contribui para o esclarecimento dos fatos, mas fez questão de defender a atuação da autoridade monetária e do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Fique ligado! Participe do nosso canal do WhatsApp! Quero Participar

“O trabalho feito pelo Banco Central é tecnicamente muito robusto”, disse o ministro, acrescentando que mantém contato diário com Galípolo. Haddad também relatou conversas com o presidente do TCU, Vital do Rêgo, destacando a convergência entre as instituições para apurar responsabilidades e buscar eventual ressarcimento dos prejuízos.

“Penso que houve ali uma convergência sobre como ajudar, como fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades, eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados”, afirmou.

Prisão do presidente do Banco Master

No mesmo dia em que o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master, o presidente da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal. A prisão teve como base denúncias de fraudes envolvendo carteiras de crédito consignado.

Segundo a Polícia Federal, essas carteiras teriam sido fraudadas e posteriormente vendidas ao Banco de Brasília (BRB), em um esquema que movimentou R$ 12,2 bilhões.

Esquema financeiro bilionário

Além das irregularidades com crédito consignado, o Banco Central identificou outro esquema envolvendo o uso de fundos de investimento em uma ciranda financeira de grandes proporções. De acordo com denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal, essas operações movimentaram cerca de R$ 11,5 bilhões.

O BC suspeita que os recursos estejam registrados em nome de laranjas ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os fatos teriam ocorrido entre julho de 2023 e julho de 2024, antes mesmo do esquema de venda das carteiras que resultou na prisão do presidente do banco.

Impacto no Fundo Garantidor de Créditos

Haddad também destacou os aportes realizados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que agora será responsável por honrar aproximadamente R$ 42 bilhões em dívidas do Banco Master.

Segundo o ministro, o envolvimento de recursos públicos reforça o interesse coletivo no caso. Além disso, houve aplicações não cobertas pelo FGC, o que resultou em perdas diretas para investidores, incluindo fundos de previdência de estados como Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas.

Para Haddad, a dimensão do caso exige rigor máximo das autoridades para esclarecer os fatos, responsabilizar os envolvidos e proteger o sistema financeiro nacional.

COMPARTILHE ESTE POST:

Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
MAIS NOTÍCIAS

Mais populares