O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu uma nova denúncia de assédio sexual contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi. A informação foi registrada após o ministro Mauro Campbell Marques ouvir declarações da suposta vítima e formalizar o relato no âmbito do órgão de controle do Judiciário.
Segundo reportagem do Metrópoles, a nova denunciante seria ex-funcionária do gabinete de Buzzi no Superior Tribunal de Justiça. Em nota, o ministro afirmou ter sido “surpreendido pela acusação” e disse repudiar qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio.
Caso anterior segue sob apuração
A nova denúncia ocorre poucos dias após a revelação de outra acusação, que envolve uma jovem de 18 anos e fatos ocorridos durante o recesso do Judiciário, em janeiro, em Balneário Camboriú (SC). De acordo com o relato divulgado pela imprensa, a jovem — filha de amigos do ministro — teria procurado a família após um episódio ocorrido durante um encontro na praia.
Após o relato, os pais da jovem retornaram a São Paulo e registraram boletim de ocorrência. O caso passou a ser analisado em diferentes frentes, incluindo procedimentos administrativos e a apuração criminal no foro competente.
Trâmites no CNJ e possíveis desdobramentos
Com o registro da nova denúncia, o CNJ amplia o escopo de apuração sobre a conduta do ministro. A depender da conclusão dos procedimentos administrativos, sanções disciplinares podem ser avaliadas, conforme prevê a legislação que rege a magistratura. Entre as medidas possíveis, está a aposentadoria compulsória, caso as acusações sejam comprovadas.
O ministro Marco Buzzi nega as acusações e afirma que apresentará sua versão nos autos. As apurações seguem sob sigilo nos órgãos competentes.
