sexta-feira, 9 outubro 2026

Estagiários são afastados após criança autista chegar em casa dentro de saco plástico

Prefeitura de Alagoinhas informou que procedimento administrativo segue em andamento para apurar participação de outros profissionais.

Estagiários são afastados após caso com criança autista

A Prefeitura de Alagoinhas, no interior da Bahia, afastou dois estagiários envolvidos no caso de uma criança de seis anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O menino teria sido enviado para casa dentro de uma sacola plástica e com a fralda suja.

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O afastamento foi confirmado pela gestão municipal na quarta-feira (7).

Procedimento administrativo continua em andamento

Em nota, a Prefeitura informou que o procedimento administrativo segue em andamento.

A apuração busca verificar a participação de outros profissionais envolvidos no episódio.

A gestão municipal afirmou ainda que a segurança, a proteção e o bem-estar dos estudantes da rede municipal são prioridades.

Caso aconteceu em setembro

O episódio ocorreu no dia 24 de setembro, na Escola Municipal de Educação Integral do Campo.

O caso ganhou repercussão no início de outubro, após a mãe da criança, Camila de Jesus Almeida, denunciar a situação.

Segundo ela, o filho foi levado para casa em condições inadequadas após deixar a unidade escolar.

Mãe afirma que havia fralda e roupa na mochila

De acordo com Camila, a escola informou à família que o menino teria sido levado para casa porque não havia fralda e roupa disponíveis para realizar a troca.

A mãe, no entanto, afirmou que os itens estavam na mochila do filho.

Segundo ela, a avó recebeu a criança em casa e encontrou uma fralda e uma muda de roupa limpa dentro da mochila.

Criança teria sido colocada em sacola para não sujar carro

Ao questionar a direção da unidade, Camila disse ter sido informada de que o menino teria sido colocado na sacola para evitar que sujasse o carro da Secretaria Municipal de Educação.

A versão apresentada pela mãe passou a ser apurada pelas autoridades.

O episódio provocou indignação e gerou cobranças por providências administrativas e legais.

Família procurou autoridades

Após o caso, Camila procurou a Secretaria Municipal de Educação.

Ela também registrou um boletim de ocorrência e informou ter levado a situação ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), ao Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e ao Conselho Tutelar.

Segundo a mãe, situações semelhantes já teriam acontecido anteriormente.

Mãe diz que não pretende levar filho de volta à escola

Camila afirmou que não pretende levar o filho de volta à escola enquanto não houver mudança na direção da unidade.

A família cobra esclarecimentos sobre o atendimento prestado à criança.

O caso segue em apuração administrativa e policial.

Polícia Civil investiga denúncia de constrangimento

A Polícia Civil informou que investiga a denúncia de constrangimento.

Diligências e oitivas estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias do caso.

A apuração deverá indicar se houve responsabilidade criminal ou administrativa dos envolvidos.

Prefeitura diz que adotará medidas cabíveis

Com o avanço da apuração administrativa, os dois estagiários envolvidos foram afastados.

A Prefeitura de Alagoinhas informou que continuará investigando a participação dos demais profissionais.

A gestão também afirmou que adotará as medidas administrativas cabíveis.

Acusações ainda estão sob investigação

As acusações apresentadas pela família ainda são objeto de investigação.

Por isso, elas não representam, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.

O caso segue acompanhado pelas autoridades competentes.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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