Lula decide manter liderança no Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter o senador Jaques Wagner (PT) na liderança do governo no Senado Federal, mesmo após críticas internas motivadas pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O parlamentar baiano foi apontado por integrantes do governo e do Partido dos Trabalhadores como um dos responsáveis pelo resultado negativo no Senado, tornando-se alvo de críticas nos bastidores.
Críticas internas e reação do presidente
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou insatisfação com aliados que levantaram a hipótese de que Jaques Wagner teria atuado contra o governo durante a votação.
A versão apontava que o senador teria se alinhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para barrar a indicação de Messias. Essa narrativa ganhou força logo após o resultado da votação.
Reunião no Palácio da Alvorada
Após a rejeição, Lula convocou uma reunião no Palácio da Alvorada com Jaques Wagner. Também participaram do encontro Jorge Messias, o ministro das Relações Institucionais José Guimarães e o ministro da Defesa José Múcio Monteiro.
A relação entre Lula e Wagner é considerada próxima, com mais de quatro décadas de convivência política. O senador é visto como um dos principais aliados do presidente e mantém acesso frequente ao núcleo do governo.
Atuação e agenda do senador
Mesmo diante das críticas, Jaques Wagner não perdeu a confiança do presidente. Nesta semana, o senador está em viagem à China, onde acompanha a orquestra Neojiba e deve visitar a empresa BYD.
Antes mesmo da indicação de Messias ao STF, Wagner já enfrentava dificuldades de interlocução com o presidente do Senado, mas seguiu como peça-chave na articulação política do governo.
Reação após rejeição de Messias
Após o Senado barrar a indicação de Jorge Messias ao STF, Jaques Wagner se manifestou nas redes sociais, negando as críticas direcionadas a ele.
“Messias é um homem honrado e cumpre todos os requisitos constitucionais exigidos. Jorge Messias não perdeu a indicação ao Supremo. Quem perdeu foi o pacto constitucional, foi a Nova República. Foi o Brasil”, escreveu o senador.
Jorge Messias recebeu 34 votos favoráveis à sua indicação, número inferior aos 41 necessários para aprovação.
