quarta-feira, 29 abril 2026
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Contrato de R$ 7 milhões sem licitação vira alvo de auditoria na Bahia

TCM-BA investiga contratação de escritório para recuperação de verbas da educação.

Contrato de R$ 7 milhões sem licitação é alvo de nova auditoria na Bahia

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia abriu uma auditoria para investigar a legalidade de um contrato firmado pela Prefeitura de Mirangaba sem licitação.

O que está sendo investigado

O contrato, datado de 2017, durante a gestão do ex-prefeito Adilson Almeida do Nascimento, envolveu a contratação do escritório Ramos e Barata Advogados Associados por cerca de R$ 7,1 milhões.
O objetivo era prestar serviços jurídicos especializados para:

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  • Recuperação de valores do Fundef;
  • Revisão de repasses do Fundeb;
  • Ações voltadas à recomposição de recursos da educação municipal.

Questionamentos da auditoria

A Corte de Contas levantou dúvidas sobre a contratação por inexigibilidade de licitação, mecanismo permitido apenas em situações específicas.
Entre os pontos analisados estão:

  • Existência de “notória especialização” do contratado;
  • Comprovação da “singularidade do serviço”;
  • Justificativa adequada para dispensar concorrência pública.

Caso esses requisitos não sejam comprovados, o contrato pode ser considerado irregular.

Direito de defesa

O relator do processo determinou a inclusão do escritório como terceiro interessado, garantindo:

  • Direito ao contraditório;
  • Apresentação de justificativas;
  • Participação antes da decisão final.

Possíveis consequências

Se forem confirmadas irregularidades, os responsáveis podem sofrer:

  • Multas administrativas;
  • Obrigação de ressarcimento aos cofres públicos;
  • Outras sanções legais.

Histórico de irregularidades

O caso ocorre em meio a antecedentes envolvendo a mesma gestão.
Em 2024, o TCM-BA já havia considerado irregulares repasses feitos pela prefeitura ao Centro Comunitário Social Alto Paraíso, referentes aos anos de 2010 e 2011.
🔎 Problemas identificados:

  • Falta de comprovação de despesas (R$ 1,75 milhão);
  • Ausência de transparência nos repasses;
  • Falhas na formalização de parcerias.

Punições anteriores

Na decisão anterior, o tribunal determinou:

  • Devolução solidária de R$ 1,75 milhão;
  • Multa de R$ 20 mil ao ex-prefeito;

Os envolvidos ainda podem recorrer da decisão.

Próximos passos

O processo atual segue em tramitação no TCM-BA e ainda não tem data definida para julgamento.
A análise deve esclarecer se a contratação milionária respeitou os critérios legais ou se houve irregularidade na utilização de recursos públicos.

O caso reforça a atenção dos órgãos de controle sobre contratos sem licitação, especialmente quando envolvem valores elevados e impacto direto em áreas sensíveis como a educação.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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