CPMI do INSS marca novo depoimento de Leila Pereira e cogita condução coercitiva
Terceira tentativa de ouvir empresária ocorre nesta quarta-feira
A CPMI do INSS marcou para esta quarta-feira (18), às 9h, uma nova tentativa de ouvir a empresária Leila Pereira, presidente do Banco Crefisa e do Sociedade Esportiva Palmeiras.
Esta é a terceira convocação da empresária para prestar depoimento no colegiado.
Senador fala em condução coercitiva
O presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que pode solicitar condução coercitiva caso Leila não compareça novamente.
Segundo ele, a empresária foi convocada como testemunha, e não como investigada, o que reforça a obrigatoriedade do comparecimento.
Decisões do STF impactaram convocações anteriores
As tentativas anteriores foram impactadas por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro Flávio Dino anulou parte das votações da CPMI, o que gerou dúvidas sobre a validade das convocações.
Posteriormente, o próprio ministro esclareceu que a decisão atingia apenas quebras de sigilo, não impedindo depoimentos — o que levou ao reagendamento.
STF autorizou convocação da empresária
De acordo com o senador, o ministro André Mendonça determinou que Leila Pereira deve comparecer à CPMI, já que está na condição de testemunha.
Na última decisão, o STF também considerou inadequado impor medidas mais duras anteriormente devido ao curto prazo entre a decisão judicial e a data da sessão.
Depoimento busca esclarecer atuação da Crefisa
O relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que a convocação tem como objetivo esclarecer informações prestadas pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.
Segundo ele, a Crefisa teria tido papel central na concessão de crédito consignado a aposentados e pensionistas.
Crefisa teria concentrado operações de crédito
De acordo com o parlamentar, a instituição financeira foi a maior vencedora do pregão responsável pelo pagamento de novos benefícios previdenciários.
Com isso, passou a concentrar parte significativa das operações relacionadas ao crédito consignado no país.
A expectativa é que o depoimento ajude a esclarecer a atuação da empresa e possíveis irregularidades investigadas pela comissão.
