PF amplia ofensiva contra esquema de venda ilegal de armas no Nordeste
A Polícia Federal em Juazeiro, no Sertão do São Francisco, deflagrou na manhã desta terça-feira (27) a operação Fogo Amigo 2, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na comercialização ilegal de armas de fogo e munições.
Mandados são cumpridos em cidade vizinha a Juazeiro e em outros estados
Nesta segunda fase da operação, três mandados de busca e apreensão são cumpridos em Petrolina, município vizinho a Juazeiro. Outras ordens judiciais também estão sendo executadas nas cidades de Arapiraca (2), Maceió (1), Marechal Deodoro (1), São Cristóvão (1) e Araripina (1).
Ao todo, nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, com a participação de cerca de 80 policiais federais.

Bloqueio milionário e medidas cautelares
Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e o bloqueio de valores que podem chegar a R$ 10 milhões, pertencentes aos investigados. Também foram impostas medidas cautelares, como a suspensão das atividades econômicas de duas lojas suspeitas de comercializar material bélico de forma irregular.
Entre as decisões judiciais, constam ainda o afastamento cautelar de funções públicas e a aplicação de outras medidas alternativas à prisão.
Desdobramento da primeira fase da operação
A operação Fogo Amigo 2 é um desdobramento direto da Fogo Amigo 1, que já havia identificado indícios de um esquema estruturado para a venda ilegal de armas e munições com atuação interestadual.
Ação integrada entre forças de segurança
Segundo a Polícia Federal, a ofensiva ocorre de forma integrada com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público da Bahia, além do apoio da Cipe Caatinga, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior, das Corregedorias Gerais da Polícia Militar da Bahia e de Pernambuco e do Exército Brasileiro.
Crimes investigados e penas
Os investigados poderão responder por organização criminosa, comércio ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Somadas, as penas previstas para os crimes apurados podem chegar a até 35 anos de reclusão, conforme informou a Polícia Federal.
As investigações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas.
