DPT exonera mais uma servidora suspeita de envolvimento em crimes internos
O diretor-geral do Departamento de Polícia Técnica (DPT), Osvaldo Silva, confirmou com exclusividade ao BNews a exoneração de mais uma servidora suspeita de participação em crimes cometidos dentro da própria estrutura do órgão. A medida foi oficializada no Diário Oficial desta terça-feira (20) e integra a segunda fase de uma investigação que apura roubos e outras irregularidades no âmbito do DPT.
Direção afirma tolerância zero a irregularidades
Em entrevista, Osvaldo Silva foi enfático ao afirmar que o Departamento de Polícia Técnica não admite qualquer tipo de desvio de conduta, independentemente do vínculo funcional do servidor. Segundo ele, a postura da gestão é clara diante de situações que afrontem a legalidade.
“O Departamento de Polícia Técnica não tolera nenhum tipo de prática de irregularidade, seja de servidor efetivo ou temporário”, declarou o diretor-geral.
Investigações começaram no ano passado
De acordo com Osvaldo Silva, as apurações tiveram início ainda no ano passado, após a identificação de irregularidades envolvendo um servidor que se utilizava do cargo para a prática de crimes. À época, o funcionário, que ocupava um cargo em comissão, foi afastado de imediato e posteriormente exonerado.
Mesmo após a exoneração inicial, as investigações continuaram em conjunto com a Polícia Civil, o que possibilitou o avanço das diligências e a identificação de novos suspeitos.
Exoneração foi mantida em sigilo para não comprometer apurações
Segundo o diretor-geral, a nova exoneração não havia sido efetivada anteriormente justamente para não interferir no andamento das investigações.
“Chegamos a um segundo servidor, uma servidora, na realidade, que também foi afastada do cargo. A exoneração saiu no Diário Oficial de hoje. Isso não tinha sido feito antes justamente para não atrapalhar as investigações”, explicou.
Novas fases da investigação não estão descartadas
Osvaldo Silva destacou que o caso ainda não está encerrado. As diligências seguem em andamento e podem alcançar outros envolvidos, sejam servidores do DPT ou pessoas externas ao órgão.
“Seguimos buscando eventuais outras pessoas que praticaram ou supostamente praticaram algum tipo de irregularidade”, afirmou.
Expectativa de novas prisões e desdobramentos
O diretor classificou a etapa atual como a segunda fase da operação, lembrando que a primeira ocorreu no ano passado. Com a prisão de suspeitos e o aprofundamento das investigações, ele não descarta novos desdobramentos.
“Com a prisão dessas pessoas, certamente teremos uma nova etapa de investigações e possivelmente mais pessoas serão alcançadas”, concluiu.
