Polícia intensifica ofensiva contra o CV em nova fase da Operação Contenção
As forças de segurança do Rio de Janeiro deflagraram, na manhã desta quinta-feira, uma nova etapa da Operação Contenção, com foco no enfrentamento ao Comando Vermelho (CV) na Vila Kennedy, zona oeste da capital fluminense.
Até o momento, oito pessoas foram presas durante o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão por associação para o tráfico de drogas. As autoridades não informaram o número total de alvos desta fase da operação.
Entre os detidos, está um homem que foi localizado enquanto trabalhava como maqueiro em um hospital. Segundo informações divulgadas pela imprensa, equipes policiais foram inicialmente ao endereço residencial do suspeito, mas receberam a informação de que ele estaria no Hospital Albert Einstein, onde acabou sendo encontrado e preso.
Investigação aprofundada e foco territorial
Em nota oficial, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que as prisões são resultado de uma investigação aprofundada, que permitiu identificar integrantes estratégicos da facção e compreender o modo de atuação do grupo criminoso na região.
A ofensiva desta quinta-feira dá sequência às ações realizadas na véspera, quando policiais cumpriram 51 mandados de busca e apreensão no Complexo do Chapadão, também como parte da Operação Contenção. Na ocasião, o foco foi um grupo ligado ao CV envolvido com tráfico de drogas, receptação de cargas e veículos roubados, além de esquemas de lavagem de dinheiro.
Confrontos e apreensões
Durante a operação no Chapadão, três suspeitos morreram após, segundo a polícia, reagirem à abordagem e entrarem em confronto com os agentes. Ainda conforme a corporação, a ação causou prejuízos significativos ao crime organizado, com apreensão de armas, munições, drogas e equipamentos usados para comunicação e controle territorial.
Objetivo da Operação Contenção
Criada para frear a expansão territorial do Comando Vermelho, a Operação Contenção tem como metas:
capturar integrantes já identificados da facção;
reunir novas provas para aprofundar investigações;
localizar e bloquear judicialmente bens obtidos de forma ilegal;
retirar barricadas;
apreender drogas e armamentos.
Em dezembro, a operação ganhou repercussão nacional após ações nos complexos da Penha e do Alemão, que resultaram em 121 mortes, sendo considerada a mais letal já registrada no país, segundo dados oficiais.
As ações seguem em andamento e novas fases não estão descartadas pelas forças de segurança.
