Novo ministro da Justiça assume com foco no combate ao crime organizado
O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, afirmou que sua gestão será marcada pelo enfrentamento ao crime organizado e pela busca de diálogo com o Congresso Nacional para viabilizar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança e do Projeto de Lei Antifacção.
Silva tomou posse nesta quinta-feira (15), em uma reunião fechada realizada no Palácio do Planalto, marcando oficialmente o início de sua atuação à frente da pasta.
Integração entre órgãos e uso de tecnologia
Após a cerimônia de posse, o ministro destacou que o combate à criminalidade passará pelo fortalecimento da tecnologia, ampliação de recursos e atuação integrada entre os diferentes níveis da federação.
“O foco da gestão é nós incrementarmos o combate ao crime organizado, buscando recursos, tecnologia e efetivos cooperativos com a federação. Nós não podemos ter um combate à criminalidade sério sem envolver todos esses atores”, afirmou Wellington Lima e Silva.
Segundo ele, a cooperação entre União, estados e municípios será essencial para ampliar a efetividade das ações de segurança pública em todo o país.
Diálogo com o Congresso para avançar projetos
O novo titular do Ministério da Justiça ressaltou que pretende manter diálogo permanente com deputados e senadores para avançar na tramitação da PEC da Segurança e do Projeto de Lei Antifacção, ambos encaminhados ao Legislativo durante a gestão do ex-ministro Ricardo Lewandowski.
Silva disse acreditar na sensibilidade dos parlamentares diante das preocupações da sociedade com o avanço da criminalidade, mas destacou que o governo respeitará o rito legislativo, mesmo enquanto defende suas convicções.
Continuidade da gestão e avaliação da equipe
Wellington Lima e Silva afirmou que seguirá uma linha de continuidade em relação ao trabalho desenvolvido por Lewandowski, mas com a introdução de iniciativas voltadas ao aumento de resultados.
Sobre a composição da equipe, o ministro informou que fará um diagnóstico detalhado, com base em relatórios de mérito e produtividade, antes de decidir sobre a permanência ou substituição de integrantes da pasta.
Na quarta-feira (14), antes da posse, ele esteve no ministério para iniciar o processo de transição e se reuniu com o ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto, que já sinalizou que deixará o cargo após a conclusão da mudança.
Reuniões com PF e PRF e cenário político
O novo ministro também se reuniu com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Fernando Oliveira, para alinhar prioridades e estratégias conjuntas.
Segundo auxiliares do governo, Wellington Lima e Silva recebeu carta-branca do presidente para montar sua equipe. Apesar disso, a tendência é a manutenção de parte do quadro atual, com alterações pontuais em cargos estratégicos, incluindo o de secretário-executivo.
A segurança pública deve permanecer em evidência ao longo do ano, já que o tema tende a ocupar papel central no debate político e eleitoral.
Trajetória e passagem anterior pelo ministério
Antes de assumir o comando da pasta, Wellington Lima e Silva chefiava o departamento jurídico da Petrobras, cargo para o qual foi indicado pelo presidente da República.
Ele já havia ocupado o Ministério da Justiça em 2016, durante o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, permanecendo no cargo por apenas 14 dias. Na ocasião, a posse foi anulada pelo STF, sob o entendimento de que integrantes do Ministério Público não podem exercer funções no Poder Executivo.
