Carlos Bolsonaro divulga estado de saúde do pai e pede prisão domiciliar
Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro pelo PL e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, publicou neste domingo (11) uma foto do pai durante uma “crise de vômito” e informou que o quadro evoluiu para uma condição de “azia constante”. A postagem foi acompanhada por uma nota em que a família volta a pedir a concessão de prisão domiciliar.
De acordo com a publicação feita no perfil do Instagram, a equipe médica responsável pelo acompanhamento do ex-presidente foi acionada para comparecer à sede da Polícia Federal, em Brasília (DF), local onde Bolsonaro está custodiado. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão pelos atos relacionados ao 8 de janeiro.
Relato de dificuldades físicas e psicológicas
Na nota divulgada por Carlos Bolsonaro, é afirmado que a azia constante “o impede de se alimentar adequadamente e de dormir”. O texto também relata que o ex-presidente estaria sofrendo “abalo psicológico” em razão de permanecer sozinho na cela.
Segundo o filho, os problemas de saúde enfrentados por Jair Bolsonaro estariam relacionados às crises de soluço e de azia, atribuídas às consequências da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.
Pedido de prisão domiciliar humanitária ao STF
Ainda conforme a publicação, Carlos Bolsonaro informou que a defesa do ex-presidente protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, “até o presente momento, lamentavelmente não foi apreciado”.
O pedido, de acordo com a família, leva em consideração o estado de saúde do ex-presidente e as condições em que ele se encontra sob custódia da Polícia Federal.
Contestação da condenação
Ao final da postagem, Carlos Bolsonaro contestou os cinco crimes pelos quais Jair Bolsonaro foi condenado, classificando a decisão judicial como “injusta”. O filho do ex-presidente reafirmou a posição da família de que a condenação não deveria prevalecer e voltou a criticar o processo que resultou na pena aplicada.
A manifestação ocorre em meio à repercussão nacional sobre o estado de saúde do ex-presidente e aos desdobramentos judiciais relacionados às condenações pelos atos do 8 de janeiro.
