Um combatente baiano, conhecido pelo codinome “Arcanjo”, foi preso na Ucrânia sob suspeita de cobrar uma taxa ilegal de alistamento de brasileiros interessados em se juntar às forças que lutam contra a Rússia. A prisão foi revelada por meio de informações do portal Alô Juca.
Segundo as investigações, o baiano teria aplicado um esquema financeiro de recrutamento irregular, exigindo pagamento de valores para intermediar o ingresso de voluntários brasileiros em unidades militares ucranianas. A detenção ocorreu após uma tentativa frustrada de evasão.
Natural de Salvador, Arcanjo atuava em operações especiais
Natural do bairro de Cajazeiras, em Salvador, o combatente está há cerca de quatro meses na Ucrânia. Durante esse período, atuava no setor de inteligência do GUR (Departamento Principal de Inteligência da Ucrânia) e integrava a Advanced Company Group, unidade de elite responsável por operações especiais.
Em entrevista ao programa Alô Juca, o sargento Reis, que falou diretamente de Kiev, afirmou ter sido o responsável por levar Arcanjo à guerra, mas disse não ter conhecimento prévio das investigações.
Recrutamento de baianos e promessa de altos salários
De acordo com as apurações, Arcanjo iniciou em agosto deste ano uma campanha nas redes sociais para recrutar moradores da Bahia interessados em se alistar. O objetivo era incorporar novos combatentes à Advanced Company Group, que oferece passagens, alimentação, hospedagem e armamentos modernos aos selecionados.
Os salários prometidos chegavam a R$ 26 mil, variando conforme a função e desempenho no campo de batalha. Entre os requisitos exigidos estavam bom condicionamento físico, estabilidade mental e passaporte válido.
Prisão e investigações em andamento
Ainda não foram divulgados detalhes sobre o período de detenção do combatente, nem o valor exato das taxas cobradas ou o número de brasileiros afetados pelo esquema.
Autoridades ucranianas e representantes do grupo militar informaram que as investigações continuam em andamento e que outras prisões não estão descartadas.
Até o momento, o governo brasileiro não se manifestou oficialmente sobre o caso.
