sexta-feira, 20 fevereiro 2026
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Capitão Alden apresenta projeto para regulamentar aposentadoria especial de vigilantes

Proposta surge após decisão do STF que exige Lei Complementar para definir critérios da aposentadoria especial pós-Reforma da Previdência.

Deputado apresenta projeto para regulamentar aposentadoria especial de vigilantes

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) apresentou um Projeto de Lei Complementar com o objetivo de regulamentar a aposentadoria especial de vigilantes e outros profissionais expostos a risco permanente, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 1.209 da repercussão geral.

No julgamento, a Corte definiu que, após a Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019), a concessão da aposentadoria especial depende de regulamentação por meio de Lei Complementar. O STF também firmou entendimento de que a periculosidade isolada não é suficiente para caracterizar atividade especial sem previsão legal específica.

Fique ligado! Participe do nosso canal do WhatsApp! Quero Participar

Objetivo do projeto

A proposta busca regulamentar o §1º do artigo 201 da Constituição Federal, estabelecendo critérios objetivos para o reconhecimento de atividade exercida sob condições prejudiciais à saúde ou à integridade física, especialmente em casos de exposição permanente a risco institucional de violência.

Segundo o parlamentar, o projeto pretende suprir a lacuna normativa apontada pelo STF e oferecer segurança jurídica à categoria.

“A Corte apontou a necessidade de regulamentação por Lei Complementar. O Congresso tem o dever de enfrentar a matéria com responsabilidade jurídica e viabilidade fiscal, garantindo proteção a profissionais que exercem atividade de risco estrutural”, afirmou Capitão Alden.

Principais pontos da proposta

De acordo com o deputado, o texto apresenta avanços técnicos em relação a outras propostas já em tramitação na Câmara. Entre os principais pontos estão:

• Reconhecimento de que o risco permanente à integridade física também configura condição prejudicial à saúde, com interpretação constitucional do termo “integridade física” previsto no art. 201;

• Definição do conceito de risco estrutural e permanente, evitando generalizações;

• Inclusão expressa de vigilantes armados e não armados, instrutores de armamento, profissionais de transporte de valores e Guardas Civis Municipais;

• Proteção previdenciária em casos de morte ou invalidez ocorridos fora do serviço, desde que haja nexo funcional comprovado;

• Exigência de 25 anos de efetivo exercício na atividade, comprovação formal da função e previsão de avaliação atuarial, buscando equilíbrio entre proteção social e responsabilidade fiscal.

Tramitação

O projeto será distribuído às comissões competentes da Câmara dos Deputados para análise de constitucionalidade, mérito e impacto financeiro.

A iniciativa busca harmonizar a proteção previdenciária aos profissionais da segurança privada e institucional com os parâmetros constitucionais vigentes, evitando novas controvérsias judiciais sobre o tema.

COMPARTILHE ESTE POST:

Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
MAIS NOTÍCIAS

Mais populares